16 agosto 2007
posted by Paulo Vivan at 4:18 PM

A preguiça é como um animal de estimação. Você sabe que ele está lá, sabe que ele está olhando para você, mas mesmo assim você decide ignorá-lo. Às vezes, pois, na maioria das vezes você não consegue resistir aos seus encantos e sorriso encantador.

Eu tenho uma preguiça para cada hora do dia e penso nelas como animais de estimação queridos, sem elas eu não vivo. Tenho a preguiça do sono, que é mais ativa logo pela manhã. Tenho a preguiça da padaria, que me impede e me segura com garras, impedindo a compra do pão nosso de cada dia. A preguiça do trabalho é uma das mais violentas, com acessos de raiva que podem incapacitar um homem adulto. Já a preguiça estudantil afeta qualquer um que deseja abrir um livro ou ficar acordado numa sala de aula, é um animal voraz.

Nestes tempos modernos, outra preguiça tem se difundido com a rapidez de um novo método para baixar MP3 de graça. A preguiça digital. Recebeu um e-mail? Pra que responder agora? Deixa pra depois. Recado no orkut? Comentar no fotolog? Agora não. Anti-virus? Anti-spyware? Demora tanto, depois eu passo.

Na verdade, a preguiça será conhecida por nossos possíveis sobreviventes como o animal representante do Apocalipse. Aquecimento global? Reciclagem? Faz você, vai... Vou ali fazer uma fogueira, ficar no quentinho.