24 abril 2007
posted by Paulo Vivan at 9:35 PM

Olá, internautas. Meu nome é Celso Lauzano e estarei substituindo Paulo Vivan por hoje, apenas para dar uma nova perspectiva nesse tipo de coisa que vocês andam lendo. Eu não entendo muito de Internet, mas eu sei bem do que eu gosto e do que eu não gosto. E eu não gosto de ficar sentado nem desses teclados que começam com a letra "Q". O que aconteceu com o velho e bom alfabeto, onde está o A-B-C da minha infância? É por isso que eu ainda escrevo no velho e bom sistema de papel com caneta. Enfim, essa tal de Internet também parece estar cheia de coisas idiotas que se não me engano foram criadas por pessoas igualmente idiotas.

Eu não sei de onde tiram tanta coisa imbecil. Outro dia me mandaram um e-mail com o assunto "CUIDADO" e lá dentro, fotos de mulheres nuas. Na minha época, quando se gritava "cuidado", geralmente era pra sair da frente de um carro ou de um falcão. Mas esses nerds de hoje parecem ter medo de mulheres, isso sim. Talvez esses nerds devessem inventar uma máquina do tempo e voltar uns 50 anos pra ter uma criação decente. E uma boa surra de cinto.

Até acredito que esses nerds realmente construiriam uma maldita máquina do tempo, mas tenho certeza que iriam ver dinossauros ou coisas do tipo. É culpa dessa porcaria de cinema de hoje em dia. Vocês se entopem de açúcar e sal enquanto assistem a coisas explodindo e ensurdecem ao som de tiros. Meu único consolo é que vocês todos desenvolverão diabetes enquanto comemorarem seu vigésimo sétimo aniversário, e todos vão merecer.

E esse tal de Orkut, então? Se alguém puder me explicar para que serve essa maldita porcaria eu ficaria muito agradecido. Que tipo de leitura é aquela? É preciso de algum diploma em engenharia da computação para entender aquilo? Isso me parece algum código secreto, e eu não confio nisso.

Se tem algo em que eu não confio mesmo é nesses bancos na Internet. Para que alguém colocaria seu dinheiro num lugar cheio de desconhecidos, onde todos podem ver quando você tem, se aqui nesse próprio computador tem uma gaveta que abre e fecha, perfeita pra guardar dinheiro? Burrice, eu te digo.

Eu sei que falo muito mal dessa nova geração, mas admito que a velha geração também não faz nada de útil em benefício da sociedade. Ficam apenas nos parques, alimentando aqueles malditos pombos, animais asquerosos. Pombos não são nada além de sacos podres de doenças com asas. Aí que entram os nerds de hoje em dia. Da próxima vez que vocês se encontrarem na porta de suas casas, para discutir sua falta de sucesso com as mulheres enquanto comentam os últimos lançamentos tecnológicos, que tal usar uma dessas armas laser para eliminar esses malditos pombos? Ei, matem os velhos que eu ainda lhe dou 5 reais.

 
23 abril 2007
posted by Paulo Vivan at 11:20 PM

Esse negócio do cara que você zoou na escola voltar para te matar é bobagem. Pura bobagem. E daí que hoje ele não consegue viver em sociedade e ainda não conseguiu sair da casa da mãe? Eu também moro com a minha mãe! Sim, eu não sou mais virgem, verdade, mas e daí? Sexo é superestimado hoje em dia. Veja só, depois desses anos e anos fazendo sexo, já faz parte do dia-a-dia, é como comer pão com manteiga (quando o pão está quentinho, óbvio, e a manteiga derrete, deliciosa, ficando entre o líquido e o sólido, ah, que delícia...). E até pornografia - que quando eu tinha 13 anos só podia ser comparada ao evento de alienígenas abrirem o teto da minha casa e me darem um videogame novo - já não tem a mesma graça. Afinal, depois do centésimo milésimo filme, todas as tetas parecem as mesmas. E eu tenho certeza que o meu amigo de infancia, o tal zoado, mesmo ainda virgem, pensa como eu.

É por isso que eu acho que ele não voltaria para me matar, não enquanto eu moro na casa da minha mãe. Ele, como eu, sabe que não se pode fazer feio na frente da mãe dos outros. Ele, como eu, sabe que quando a minha mãe vai dormir eu sutilmente bloqueio a porta do meu quarto com uma cadeira, logo, ele sabe que não vai dar pra entrar (nem ela). Ninguém quer entrar no quarto de quem bloqueia a porta com uma cadeira. Vai saber se tem alguém dentro, se estão ocupados e tal. Até pelados podem estar. Não, não, ele sabe que o lugar dele é do lado de fora. Mas nem sempre foi assim.

É. Ele não pode negar. Sim, ele era zoado, mas que ele era da turma ele era. Estava em todas as festas, aniversários e tudo mais. E não, eu não acho que existe a diferença de "rir dele" e "rir com ele", afinal, quando se está rindo, cara, não dá pra pensar em outra coisa. A não ser sexo. É, isso não sai da cabeça, não tem jeito. Mas, bom pra ele. AIDS é uma realidade, olha só o perigo. E o preço da camisinha no motel? Um absurdo, eles sabem que ninguém anda com camisinha na carteira, desgraçados. Faça só as contas e veja o quanto você pode economizar não fazendo sexo.

E outra, quem quer viver em sociedade? Vejam os índios, eles não vivem em sociedade. Eles não foram pra escola. Eles tem até terras que o governo dá pra eles, e tudo isso sem viver em sociedade. Nossa sociedade, eu quero dizer. A deles é diferente, todo mundo pelado, todo mundo come todo mundo, uma loucura. Deve ser legal. E não tem AIDS. Nem camisinha. Nem cadeira na porta. E a mãe? Bem, também anda pelada.

Então, fica aí a minha dica, caro amigo de infância. Pare de ligar todas as noites e respirar no telefone e siga rumo o Alto do Xingu. Lá, grandes aventuras o esperam. Lá longe da sociedade, da civilização e das linhas telefônicas, onde ninguém sabe que você é virgem e você pode aplicar todo o conhecimento acumulado em anos e anos de pornografia.

Boa sorte Caio/Rafael/Pablo/Zé Ricardo/Jonas/Manezinho/Hugo!