16 outubro 2006
posted by Paulo Vivan at 2:32 PM

Querida ______________ ,

Uma voz na minha cabeça disse "vai!".

E não é que eu seja um fraco, ela era (é) bonita mesmo. E a voz continuva seus dizeres "vai, vai!". Deve ser meu ego, querendo inflar com o conhecimento de eu ter conquistado a tal moça bonita. Meu ego não se importa com problemas morais e éticos. E eu também sou um cara meio espertão, tem essa. Eu acho que sei tudo, mas na verdade só sei de algumas coisas.

Depois de alguma semanas, bem, você sabe que eu tentei. Os meus amigos sabem que eu tentei. Pode perguntar. Eu sou um homem e cedi a tentação. É como tentar contar feijão com alguém gritando números aleatórios. Viu, agora, concentrado, eu consigo até fazer uma comparação entre feijões e a tal moça bonita. Diabos, ela era bonita mesmo. E não estou tentando esfregar nada da sua cara. Não é como se eu estivesse contando isso pra todo mundo, apesar de eu ter enviado pra algumas amigas minhas que são professoras para corrigir os alguns erros de português. Teve uma até que traduziu para o inglês e outra para o francês. Ficou bacana, um dia eu te mando. E tem outra, nem coloquei seu nome lá em cima. Assim ninguém vai saber quem é você. Fora quem sabe que você é (era, depois do final da carta) minha namorada.

O que eu realmente quero dizer, fora lembrar o tamanho da beleza da menina, é que eu quero terminar com você. Sabe, "não dá mais, não é você, sou eu, blá blá..." aquilo tudo. Não sei como você vai reagir. Na verdade eu sei, mas, bem, nunca se sabe. Só peço uma coisa, por consideração a todos os meses que estamos juntos: preciso daqueles 20 reais de volta.

É isso aí. Depois me liga, ou eu te ligo, ou a gente se vê por aí, ou vamos ao cinema, que tal?

Beijo,
R.
(Viu? Nem meu nome eu coloquei, pra ninguém ficar sabendo.)