HOSPITAL PSIQUIÁTRICO GERENCIADO PELOS PACIENTES
Louco, eu? Talvez. Não tão louco como os padeiros. Eu não coloco a mão no forno quente nem pergunto "já fez o seu pedido?" quando obviamente, a pessoa não o fez. Louco.
É como diz aquele velho sujo e com um leve cheiro de urina no ônibus: ninguém sabe nada. E eu não sei o nome dele. Também, não faço questão de saber. Isso me faz de mim um ignorante, a negação voluntária da informação? Não sei. Só sei que não quero saber o nome de gente que fede a urina. Nem que seja só um pouco.
E quem gerencia os gerentes e os gerentes dos gerentes? O processo democrático é uma bola de neve ou uma serpente comendo o próprio rabo? Tudo seria mais fácil se fossemos todos cupins. Comiámos madeira, carregávamos umas coisas brancas prá cá e prá lá e quando fizesse calor, todos voaríamos felizes da vida para a fonte de luz mais próxima.
Mas e verdadeira pergunta é: quem mexeu no queijo cottage que estava em cima da prateleira, mas não era meu e sim do meu gerente, que me deu a função de vigiá-lo? Seriam ratos do tamanho de homens? Ouvi dizer no rádio que ratos de telhado invadiram a zona norte de São Paulo. Seria isso um sinal de tempos por vir? Nosso queijo não está mais seguro? Ratos do tamanho de homens tomariam nosso lugar no mundo? Ratos podem apresentar programas de auditório? Ratos e homens podem ter o mesmo plano de saúde?
Eu sei, eu sei. Isso já foi longe demais. Mas e daí? Tenho certeza que alguém, em algum lugar, vai saber do que eu estou falando.



