30 novembro 2005
posted by Paulo Vivan at 4:47 PM

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO GERENCIADO PELOS PACIENTES

Louco, eu? Talvez. Não tão louco como os padeiros. Eu não coloco a mão no forno quente nem pergunto "já fez o seu pedido?" quando obviamente, a pessoa não o fez. Louco.

É como diz aquele velho sujo e com um leve cheiro de urina no ônibus: ninguém sabe nada. E eu não sei o nome dele. Também, não faço questão de saber. Isso me faz de mim um ignorante, a negação voluntária da informação? Não sei. Só sei que não quero saber o nome de gente que fede a urina. Nem que seja só um pouco.

E quem gerencia os gerentes e os gerentes dos gerentes? O processo democrático é uma bola de neve ou uma serpente comendo o próprio rabo? Tudo seria mais fácil se fossemos todos cupins. Comiámos madeira, carregávamos umas coisas brancas prá cá e prá lá e quando fizesse calor, todos voaríamos felizes da vida para a fonte de luz mais próxima.

Mas e verdadeira pergunta é: quem mexeu no queijo cottage que estava em cima da prateleira, mas não era meu e sim do meu gerente, que me deu a função de vigiá-lo? Seriam ratos do tamanho de homens? Ouvi dizer no rádio que ratos de telhado invadiram a zona norte de São Paulo. Seria isso um sinal de tempos por vir? Nosso queijo não está mais seguro? Ratos do tamanho de homens tomariam nosso lugar no mundo? Ratos podem apresentar programas de auditório? Ratos e homens podem ter o mesmo plano de saúde?

Eu sei, eu sei. Isso já foi longe demais. Mas e daí? Tenho certeza que alguém, em algum lugar, vai saber do que eu estou falando.
 
24 novembro 2005
posted by Paulo Vivan at 11:30 AM

I LIKE BUNDA



Carnival in Rio

Carnival in Rio (remix)


Arnold + Carnaval no Rio de Janeiro + 1983.

Sem palavras.
 
16 novembro 2005
posted by Paulo Vivan at 8:03 PM

O QUE DIZ DE HOJE O HOMEM DO AMANHÃ?

- Vai lá, Claudinho.
- Não, não!
- Vai lá, larga de ser bobo!
- Mas, é que... Eu quero ir embora, sei lá, vergonha.
- Vergonha? Desde quando você tem vergonha? Vai lá, moleque e fala logo com ele!

A mãe empurra um Claudinho choramingando até o homem com roupa prateada e uma faixa pendurada no teto com os dizeres "Homem do Futuro".
- Oi - diz a mãe ao homem - esse é o Claudinho.
- Olá, Claudinho.
- Eh... Oi! Posso ir embora agora?
- Não não viemos até aqui pra você ir embora, não é filho? - diz a mãe, com os dentes cerrados.
- Mas, eu...
- Mas, nada. Vai. Desembucha.
- Ai... É... Senhor é do futuro, não é?
- Eu, do futuro? De onde você tirou essa idéia, Claudinho?
- Bem, o senhor apareceu na televisão.
- Sim, eu apareci na televisão, mas isso não quer dizer que eu seja do futuro.
- É, mas no filme, o senhor vinha do futuro com essa roupa prateada e... Essa mesma roupa de hoje e...
- Fala logo, menino! - diz a mãe.
- Ok, ok, garoto. Tá bom, eu sou o homem do futuro. - o homem pisca para a mãe.
- Sabe o que é... Você sabe dizer as coisas que vão acontecer, certo?
- Sei, claro, afinal, eu vim do futuro.
- Você sabe me dizer, se... - Claudinho olha para a mãe e fala no ouvido do homem.
- Bem, Claudinho... Fique tranquilo. Tenho certeza que sim.
- Obrigado, homem do futuro.

Mãe arrasta Claudinho para longe do homem.
- O que foi que você perguntou pra ele?
- Não foi bem o que eu perguntei... Foi mais um pedido?
- Pedido, que pedido é esse que você não podia pedir pra mim, sua mãe?
- Eu pedi pra ele chamar o segurança porque tem uma mulher louca me segurando e me tratando como filho dela.
 
07 novembro 2005
posted by Paulo Vivan at 12:18 PM

O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

- Não, Cláudia! Porque não! E não é a minha resposta final!
- Certo. E o você acha que "não" é mesmo sua resposta final?
- Claro que sim. Mas você deveria ter visto a cara que ela fez. Chorou feito uma idiota.
- O que você acha da cara que ele fez?
- Achei ótimo. Uma cara de cu tão grande que parecia que ia peidar pela boca.
- E como você se sentiria no lugar dela?
- Acho difícil responder isso...
- Por que?
- Bem, por que eu sou um homem de 42 anos. E ela é uma menina de 7.
- Mas você não acha que isso prejudica o desenvolvimento dela?
- Como vou saber? Pra que eu te pago 100 reais por...
- 120.
- ...120 reais por sessão?
- Pra eu te perguntar coisas de volta e você me responder coisas que já sabe.
- É. Eu nunca tinha pensado por esse lado. Você é boa mesmo.
- Você acha que eu sou boa?
- Depende. Fisicamente você é horrenda. Feia mesmo, coisa de louco. Mas é uma boa profissional.
- Er... Você acha que eu sou feia assim?
- Olha, feia pra caralho. E o "pra caralho" no sentido infinito da coisa. Feia como um homem gordo e peludo, essas vítimas de queimaduras, sabe?
- Deus! Você também acha que sou... gorda??
- Não nessa roupa. Mas eu nunca, e eu enfatizo "nunca" quero te ver com outra roupa. Ou sem roupa, argh! Aliás, não saia de trás dessa mesa e... Ei, não chora...
 
05 novembro 2005
posted by Paulo Vivan at 11:22 AM

A TEIA DE PROBLEMAS

Não há desculpa melhor do que "eu tenho problemas". Problemas, todos temos, mas que problemas? Se você "tem problemas" no sentido cromossomico da coisa, qual o tamanho? Se seu problema é apenas uma velha que te olha feio do outro lado da rua, bem, pode ser um problema se ela tiver um filha bonita. Maior o problema se a filha bonita da velha que te olha feio tenha um namorado forte e drogado que te olha feio. Pior ainda se a filha bonita da velha que te olha feio tenha um namorado forte e drogado que te olha com tesão. Aí, não importa nem se você é gay.

Mas, meus problemas são de ordem. Sim, de ordem. Eu não mando em ninguém, logo, tenho que fazer tudo sozinho. Outro dia, um certo documento me faltou. Onde estava? Na gaveta. Aqui em casa conhecida apenas como a "Gaveta do Paulo". Você já viu Stargate? É um lixo, eu sei, nada a ver, só pra puxar assunto, faz tempo que ninguém vem aqui. Enfim, a gaveta é o deposítário de todo e qualquer papel que surge na minha frente. Eu não sei o que tem lá dentro. A gaveta não sabe o que tem dentro dela. E existimos assim, pacificamente até o fim.

O que me leva a teia de problemas que cercou a minha vida nesse ultimo mês e meio. O que me leva a acreditar que eu não sei do que estou falando e que para um desculpa isso já ficou longo demais. Eu declaro que volto a escrever com frequencia aqui. E foda-se, só pra fechar com um palavrão, porra!