20 agosto 2004
posted by Paulo Vivan at 1:59 PM

SOCORRO

Não aguento mais esse template. Essa porra está me desanimando de escrever. Parece um papel sujo de comida. Aceito donativos, por favor.

UPDATE: E que porra de barra é essa aí em cima? Preciso de um template novo. E de dominío próprio, agora. Fudeu de vez.
 
18 agosto 2004
posted by Paulo Vivan at 1:14 PM

A ARTE DE CALAR A BOCA

- Amor, eu vou fazer as unhas, o cabelo, maquiagem e depois vamos na casa da minha mãe, tudo bem pra você?
- Casa da sua mãe?
- Isso.
- Tudo bem.

A ARTE DE CALAR A BOCA ALIADA À MENTIRA

- Amor, você acha que eu estou gorda?
- Não.

A ARTE DE CALAR A BOCA, ALIADA À MENTIRA E UM PEQUENO ELOGIO
- Está ótimo.

A ARTE DE TIRAR O CORPO FORA
- Amor, estou pronta. Vamos?
- Aonde?

A ARTE DE TIRAR O CORPO FORA: SEGUNDA TENTATIVA
- Na casa da minha mãe.
- Puxa, estava tão entretido vendo TV que esqueci. Vamos.

A ARTE DE SABER QUANDO PARAR E/OU PERDEU
 
10 agosto 2004
posted by Paulo Vivan at 12:47 AM

Foi num dia frio como esse a primeira vez que eu disse pro professor:
- Acho que a Marina peidou.

E a classe inteira deu risada. Cê precisava ver. Se bem que ela nem riu. Putz, nem sei o que fazer. Eu gosto dela mas... Toda vez que abro a boca pra dizer algo sai alguma coisa do tipo. Marina peidou, Marina é gorda, Marina tem meleca no nariz. Não sei o que é. Eu ouvi minha irmã mais velha conversando com o namorado dela no telefone outro dia. Peguei na extensão mesmo, tô nem aí. Ele não falava nada, ficava só dizendo "a-ham" e ela ficava repetindo seis vezes, sete, te juro, tudo que ela tinha feito no dia. E ainda dizia que amava o coitado e ele só dizendo "a-ham".

Até tentei fazer isso com a Marina mas sei lá, cheguei, disse uns três "a-ham" e ela foi embora. Vai entender. É o que meu pai fala, que não dá pra entender a cabeça da minha mãe. Uns anos atrás eu achava que era por ela ter uma cabeça grande, mas agora que cresci sei que é o que tem dentro da cabeça que ele quer dizer. Aí, como todas as mães são iguais, só muda endereço - foi o Rodney que me ensinou essa frase - achei que todas as mulheres são iguais. Mas a Marina nem deu a mínima pro "a-ham". Só me olhou torto.

Pô, o que um cara como eu tem que fazer pra impressionar a garota que ele gosta? Flores é tão besta, eu não vou dar flores. Aliás, se eu der flores ela vai saber que eu gosto dela e nem quero isso. Só quero impressionar ela. Mas ela nem assiste aos jogos de futebol, nem viu quando eu quase quebrei a perna do Renatinho, aquele gordinho idiota. Bem, todo mundo acha que o Renatinho é idiota, se eu chamar ele de idiota bem na frente dela, talvez ela se impressione. Talvez. Não dá pra entender a cabeça das mulheres.
 
05 agosto 2004
posted by Paulo Vivan at 5:29 PM

O VELHO E O SACO PLÁSTICO

Qual o problema de velhos e sacos plásticos? Será algo magnético? Conforme ficamos velhos sentimos a necessidade de carregar qualquer coisa, para qualquer lugar que vamos num saco plástico? Deve ter algo a ver com limpeza, talvez. Velhos gostam de ficar limpos - pelo menos alguns deles - e o plástico deve passar essa sensação. Ou pura e simplesmente a "experiência".

O problema de ser velho é ter ouvido histórias demais. Histórias de como o Adolfo do bairro do limão se defendeu de uma onça parda apenas com um saco plástico. Isso numa época onde as raras onças pardas existiam em São Paulo. Isso numa época onde os sacos plásticos realmente eram raridades. Item de colecionador.

Se fosse apenas a mania de acumular e carregar sacos plásticos pra cá e pra lá, tudo bem. Eu não me importo. Mas, o velho e o saco, separados são inofensivos. O problema está quando eles conseguem elevar o ruído ambiente à 97 decibéis só pra pegar uma bala do fundo do saco. Pra que carteira? É couro, descasca. Jogue seus documentos num saco plástico e está mais que perfeito.

A última hipótese que eu posso pensar é o sentimento de imortalidade. Ao chegar nos últimos anos de vida, o velho começa a se preocupar quanto tempo mais vai durar nessa terra, quantas aves-marias lhe restam pra rezar... Aí ele ouve um papo de reciclagem, um papo que o plástico demora centenas de anos pra "morrer". Então ele começa a se apegar ao material, na esperança de absorver ou ser contagiado pela longevidade.

Minha vó organiza os sacos plásticos dela. E meu pai está começando sua afinidade com eles. Definitivamente é o símbolo moderno da velhice.
 
02 agosto 2004
posted by Paulo Vivan at 1:00 AM

O CRÍTICO

Oh, Senhor, mais uma dessas merdas pra eu ler, ver, ouvir e vomitar! Eu poderia fazer melhor se eu quisesse. Eu poderia ensinar todos eles a fazer direito. Eu poderia ensinar como ler, ver e ouvir. Mas esse não é meu trabalho.

Eu recebo essas merdas pelo correio, tenho que ir a shows e ao cinema e... quer saber? Eu nem me dou o trabalho de prestar atenção mais. Hoje em dia só se faz a mesma merda. Artistas médiocres seriam um espetáculo! Não esses intestinos podres que existem por aí. Nem vou repetir o que sai deles.

Mais um desse pacotes. Um filme. Querem uma crítica, vou fazer uma especial. Sim, daquelas! Estou guardando as palavras há anos. Sim, tenho as melhores. Especialmente pra esse tipo de merda.

Direi que é nojento, uma atrocidade e bobo. Direi que faz o líquido do seu cérebro ferver. Direi que é o pior dos piores do ano. Sem firulas, vou ser direto. Direi que é produto de uma mente infantil. Que é de mau-gosto, que você facilmente acha coisa melhor para gastar o seu dinheiro ou tempo. Reunião de pais e mestres é melhor que isso. Não, senhor! Não gaste seu um real aqui, não cometa esse erro. Direi que o realizador dessa merda devia considerar mudar de profissão.

Puxa, pensando agora, será que fui muito duro e rancoroso? Não com esses merdas.