28 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 4:22 PM

Estive pensando... Ainda bem que os homens não se depilam. Agora todas as mulheres que estão lendo esse texto vão fazer uma cara de indignadas e vão se perguntar "por que só nós temos que passar por isso?".
Bem, meninas, eu digo-lhes porque. Nós não nos depilaríamos nunca! E sim faríamos a barba no corpo inteiro. Sim, rasparíamos o peito, as pernas, o pé, o braço, as costas... Tudo. A Gillete então lançaria seus barbeadores de sete ou oito lâminas ou adaptaria cortadores de grama para o corpo. E ainda digo, tirar os pelos do corpo não tem problema nenhum... O problema é deixá-los lá.
A mentalidade seria essa: "Já que faço a barba no corpo todo, então meu corpo todo é uma superfície válida para um cavanhaque." Então você veria certos rapazes com os mais diferentes tipos de "barba".
- Hoje eu deixei o bigode, o cotovelo e a canela.
- Minhas costeletas vão até a barriga, dão a volta na cintura e descem até os calcanhares.
- Eu deixo o corpo todo. Sou hippie e gosto de Los Hermanos.
 
26 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 3:29 PM

Era uma vez... um personagem. E esse personagem fazia alguma coisa. Isso mesmo. Deixe me ver... Era um técnico de geladeiras, isso. E ele tinha um cavanhaque. Certo, o que mais... Ele... Ele... Tinha um... Cachorro! Isso, o técnico de geladeiras Gerson (acabei de inventar esse nome pra ele) tinha um cachorro. E o cachorro dele dormia dentro de uma geladeira quebrada! Genial!
Certo, estabelecidos os personagens, preciso de um conflito... Conflito, conflito, problemas... Geladeiras quebradas? Não, muito óbvio. Talvez um romance? Sim, um romance com uma de suas clientes... Claro! E ela é casada e tem um filho. Filho de 5 anos... Nome pro filho, nome pro filho... Droga, mas nem a mulher, nem o cachorro tem nomes ainda. Deixa pra lá...
Vilão... Marido da mulher? Bate nela? Não... Chifra? Cheira? Bebe? Bate no cachorro! Não, não, o cachorro é do Gerson. Só se depois ele descobrir que a mulher o trai com o cara da geladeira e daí, como vingança, ele bate no cachorro! Bate no cachorro e deixa um bilhete: "Da próxima vez, será você!". Ou pode sequestrar o cachorro! Pensando bem, nada de sequestro, isto será uma história de amor. Uma história de amor, com um conflito. E um cachorro, claro!
 
23 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 12:36 PM

SUA MÃE

- E aí, Marcão! Tudo bom?
- Beleza, e você Thiagão?
- Tudo certo. Sabe como é. Sua mãe não deixa faltar.
- Eu sei, eu sei. Eu fiquei sabendo quando eu estava no motel com a sua mãe!
- Ah tá, por isso que tava silêncio quando eu estava na sua casa, comendo a sua mãe!
- Pois é, você fala da minha, mas devia ver o barulho que sua mãe fez no motel.
- E motel tá caro, rapaz. Na sua casa, eu como sua mãe de graça!
- Mas a sua mãe paga o motel e ainda me dá dinheiro pro fliperama.
- Fliperama, não é nada. Eu ainda saio da sua casa e minha família inteira como bolo que sua mãe faz.
- E de resto como está?
- Beleza, e você?
 
19 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 11:33 AM

MERCHANDISING

(imagine eu olhando nos seus olhos através do monitor; e andando de lado)
Vamos parar só um minutinho com o blog para uma mensagem importante.
Sabe aqueles dias que você está gripado, se sentindo mal dos pés à cabeça? Você acorda com aquela sensação horrível... Pois eu tenho a solução pra você: calibre 38 na cabeça. E este será o seu último resfriado!
(agora eu ando para o outro lado até ficar ao lado de um cara de terno)
- Mas, antes de continuarmos, vamos falar com o João do La Mano Negra Capitalização e Agiotagem. João, o que você tem para nos mostrar?
- Paulo, niguém pode perder esse negócio. Se você quer comprar uma casa nova, precisa de dinheiro pra pagar seu traficante, ou simplesmente quer acertar as contas de uma vez por todas com aquela prostituta do bairro, a hora é essa!
- E como é que eu faço pra conseguir esse empréstimo?
- Bom, é muito fácil! Basta você penhorar todos os seus bens nos nossos postos credenciados.
- Obrigado, João, você é picareta pra caralho!
(de volta para o merchandising anterior, onde um homem está sentado esperando)
Olha só. Nosso voluntário chegou, deixe me ver sua ficha... Ah, sim. Ricardo acordou com uma forte dor de cabeça e o nariz escorrendo. Certo, Ricardo, vamos por um fim nisso. Aqui está a arma, já está carregada, não se preocupe. Isso, coloque-a na têmpora. Aperte o gatiho e... Uooouu!!! Que droga, me sujou todo. Produção, venham tirar esse sangue de mim, por favor. Ricardo, onde quer que você esteja, parabéns por ter entrado pro "Faces da Morte".
Agora de volta ao blog.
 
17 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 1:08 PM

TRIGONOMETRIA

Ângela era perfeita. Perfeita mesmo. Em todos os cantos, podíamos perceber suas proporções áureas. Uma beleza de se ver. O tipo de garota que você não conseguia tirar os olhos. Aliás, que olhos!
Duas vezes encontrei Ângela na aula de reforço de trigonometria. Não, ela não ia mal. E sim, ajudava a professora. Aliás, que professora!
Acho que tudo acabava se resumindo nos ângulos. Ângulos agudos e obtusos eram perfeitos para Ângela. Ela tinha o mais belo par de triângulos eqüiláteros que eu podia imaginar. A professora também tinha um par de triângulos retângulos fantásticos. Aliás, que triângulos!
No terceiro dia, esperava ansiosamente encontrar Ângela na aula. Estava louco pra mostrar o meu novo transferidor pra ela. Mas nada disso foi possível. A professora de sempre não veio. Conseqüentemente, Ângela também não. E sim apareceu uma outra velha, chatíssima.
Devia estar na hipotenusa, ou menopausa, não lembro mais. Aliás, que velha chata!
Fiquei meio amargo, azedo e cozido com essas novas aulas. Não tinha mais interesse por um trapézio sequer. Comentei com um outro garoto da sala que sentia falta da outra professora e de Ângela. Ele fez uma gracinha e eu furei o braço dele com o compasso. Aliás, que garoto idiota!
Naturalmente, fui expulso da escola de reforço. Hoje sou arquiteto.Todo o meu trabalho é é baseado na perfeição dos triângulos. Deus abençoe Pitágoras!
 
16 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 1:37 PM

SUPER VANILLA




"If there was a problem, Yo I'll solve it!"





Passeando pelas ruas de São Paulo, sou parado por indivíduos suspeitos que falavam com gírias:
- Aê, playba, passa a bombeta e o pisante!
- Oh céus! E agora quem poderá me ajudar?

Com um barulho ensurdecedor de um trovão, seguido por scratches e uma batida hip-hop, aparece o meu salvador:
- Vanilla Ice!!!
- Word to your mother!
E os marginais ficam com um olhar pasmo.
- Ih, olha o maluco...
- Que topete é esse, gringo?
- Topete, nada. Dá um ligo nessa calça! Hahahaha!!!

Enquanto os bandidos rolam no chão de tanto rir, Vanilla Ice estala os dedos e aparecem quatro negros com roupas iguais ligeiramente atrás dele. A música sobe e todos começar a dançar numa coreografia.
- Olha a dancinha do gringo, olha a dancinha! Hahahahahahaha!
- Hahaha! Liga pros cara da vila. Eles tem que ver essa parada.

Dez minutos e três músicas depois, a rua já está cheia de gente curtindo os flashbacks. Vanilla está cantando a música tema de "Tartarugas Ninja 2" e não parece que vai terminar esse showzinho tão cedo.
- Ô Vanilla, chega aí. Eu chamei alguém pra me salvar e eu é que acabei salvando tua carreira. Vamos acertar as coisas aí. Quero vinte por cento de tudo e um apartamento em Los Angeles.
Pra responder, Vanilla Ice canta um verso de um sucesso de 1991:
- And I'll never forget what you mean to me, comin' straight from the heart of Vanilla I-C-E... I love you... 'Cause I love you...
- Ah, pára com isso que eu fico com vergonha...
 
13 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 11:40 AM

O GATO QUE FALAVA FODA-SE

Nunca fui a favor dos gatos. Nem contra. É o tipo do bicho que incomoda, mas não incomoda. Por isso que usaram um gato naquele experimento. O gato está morto, mas não está morto. Tudo ao mesmo tempo.
Eu lembro de ter tido alguns gatos no sítio durante a infância. Sabe o nome deles? Gato, gato, gato, gato e gato. Pra que dar nome pra um bicho que não atende quando você chama?

Hoje de manhã acordei com um gato na minha janela. Até aí tudo bem. Peguei meu cornetão de futebol e pensei em dar um susto no gato. Quando eu cheguei perto do gato, ele disse:
- Foda-se.
- Tá bom. Vai ser mal educado assim na puta-que-o-pariu. Eu nem fiz nada.
- Foda-se.

Ignorei o segundo "foda-se" do gato e deixei-o lá na janela. Odeio gente (ou bicho) sem educação.
E então recebi aquela ligação daquela garota que eu conheci naquele dia e que eu esperava fazer aquela coisa.
- Oi, Paulo. É a Sandra! Tudo bom?
- Oi...
- Foda-se. - disse o gato, bem alto.
- O que você disse??
- Eu n...
- Foda-se.
- Tchau, seu retardado! (clic)

Desliguei o telefone e olhei pro gato. Olhar de ódio. E o gato olhava pra mim como quem dizia "foda-se". Minha mãe entra no quarto e diz:
- Filho, o que você quer almoçar?
E o gato:
- Foda-se.
- Faça seu próprio almoço, mocinho!!!
E minha mãe bate a porta do quarto. Pra que explicar, né?
- Quer saber, gato?
- Foda-se.
- Não. Foda-se você!!!

E o gato foi embora. Abre-te Sésamo.
 
12 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 11:21 AM

AZUL

Comi uma gelatina que deixou minha língua azul. E eu nem gosto de gelatina. Mas estava lá na geladeira. Azul. E a cor ficou martelando no fundo dos meus olhos: "Venha descobrir meu gosto... Venha..."
E não conseguia mais tirar essa coloração da minha língua. Quer saber que gosto tinha? Tinha gosto de azul!
Três dias depois e meus dentes começaram a ficar azuis também. E os lábios também. Foi quando começaram a me perguntar se eu estava bem, se estava com frio, pressão baixa, etc...
Mais dois dias e minha cara inteira estava azul. Minha barba; adivinhe só a cor. Pode-se dizer que eu estava ficando azul de raiva nesse estágio. Decidi que precisava achar a maldita caixinha da gelatina e ler o que dizia. E é lógico que já haviam jogado a caixinha fora. Eu é que não ia no supermercado comprar outra. Por sorte, o caminhão de lixo ainda não tinha passado. Então, imagine a cena. Um homem malhado de azul revirando sacos de lixo.
Não demorou muito pra vizinhança chamar a carrocinha. E a carrocinha perceber que não era da alçada deles. Chamaram os bombeiros. Eu fugi para a floresta.
Dormi no mato e acordei todo azul. Da cabeça aos pés. Merda! Passear pelo mato era a única coisa a se fazer. Pouco depois, ouvi uns sons, vozes vindo do interior da floresta. Fui naquela direção e encontrei uma pequena vila, cheia de pessoas azuis, como eu. Elas ouviam Moby, comiam pastel e tomavam Pepsi Twist. Um cara vira pra mim e diz: "Gelatina, não é?". E eu nem gosto de gelatina.
 
10 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 1:13 AM

Um dia sem trabalhar. Diário de um desempregado? Não. Não faz meu tipo.

Preciso escrever mais. Alguém aí tem algum projeto pra mim? Aproveita que eu tô facinho!
Vou terminar os cinco roteiros que já comecei, tenho um roteiro de um videoclipe pra fazer também... Um livro? Ainda não. Só alguns contos.
Quero escrever algo que nunca tentei: uma peça de teatro. Só que essa alguém vai ter que atuar pra mim! Alguém? Alguém? Estou ouvindo algum ator me chamar??
Vou assistir a meu primeiro espetáculo vestido com um roupão felpudo e botas de motoqueiro. Ei, sou excêntrico. Vou mandar convite pro Falabella e no final da apresentação vou perguntar pra ele: "Quem te convidou?" e depois cuspir na lapela da camisa dele. Vou convidar o Jorge Fernando só que vou colocar o horário errado no convite dele. Quando ele vier falar comigo eu direi: "Desculpe, não tenho trocado."
Por falar nisso (mas sem conexão aparente), meu pai hoje encontrou com o Jô Soares no mesmo elevador de um prédio na Avenida Angélica (que não é bem uma aveniiiiida, pois só tem uma faixa pra ir e outra pra voltar, mas isso não vem ao caso agora). Disse a ele que perdeu uma bela oportunidade de perguntar: "Ei, você não é o João Gordo?".
Ia ser clássico!
 
05 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 12:12 AM

LIVRE



Estou livre. Finalmente livre. Me sinto assim, que nem na foto.

Como é bom pedir demissão!!!
 
01 junho 2003
posted by Paulo Vivan at 11:31 PM

THIS IS THE DAY

Meu aniversário. Aquele dia do ano que tudo parece meio fora do normal, mas tudo nunca pareceu tão normal ao mesmo tempo. É como sentir frio e calor ao mesmo tempo. Blá, blá, blá, quanta babaquice! Aniversário é pra ganhar presente, fazer festa e ver os amigos!
Fazia tempo que eu não tinha um aniversário tão bom. Puta sensação.

Gostaria de colocar o nome de todos você que sabem que são meus amigos irmãos... Mas vai ficar parecendo encarte de cd. Então, essa vai pra você:
VALEU!!! VOCÊS SÃO DO CARALHO!!!