26 fevereiro 2003
posted by Paulo Vivan at 3:50 PM

O HOMEM DO PIJAMA PRETO

Sem que sua esposa soubesse, sem que o cachorro acordasse, sem que a porta rangesse. Essas eram as preocupações do Homem do Pijama Preto. Eram esses os seus mandamentos.
Quem disse que vida de super-herói é glamorosa? Se você trabalha de dia (caso do Homem do Pijama Preto), tem que dormir à noite. De dia contabilista, de noite vigilante. A cidade precisa de seus serviços! Burocráticos e justiceiros.
Uma vez nas ruas, o Homem do Pijama Preto faz uso das sombras e da escuridão para se esconder... Afinal, ninguém quer ser visto de pijama na rua à noite. Tá certo que é melhor que sair de sunga, mas mesmo assim é ridículo.
Os inimigos do Homem do Pijama Preto são muitos... qualquer ladrão que obter dinheiro por meios que não serão devidamente descontados no imposto de renda. Isso é crime fiscal, e não há nada pior para um contabilista do que uma conta errada!
Seu primeiro alvo é um flanelinha.
- Ei, você, parado!
- Hahaha! Um cara de pijama!!
- Silêncio! Você será severamente repreendido pelo defensor dos pagadores de impostos...
- Ih... Um fiscal... Tô cinquentinha pra você...
- Não... não posso... receber... propina... argh... preciso... resistir...
- Ih, cara, relaxa... Olha só você tem até bolso no pijama... Não se preocupa... Vou colocar aqui, e você volta pra cama feliz, ok?
- Ok.

Ei, estamos no Brasil. Relaxe. Tome um balde de cerveja. Coma uma jaca. Suborne seu oficial da lei.
 
21 fevereiro 2003
posted by Paulo Vivan at 11:52 AM

E ENTÃO...

Eu poderia encher esse blog de problemas pessoais. Dizer como estou me sentindo, desabafar, coisa e tal. Diabos, eu poderia até colocar uma letra de música... Poderia descrever detalhadamente o meu dia, as decisões que tomei e todo o resto do pacote "blog básico".

O ChickenDog não é pra isso. Minhas últimas publicações só apareceram aqui pois foram eventos que causaram grande influência na minha vida. E o meu futuro, minha vida, quem quiser saber, pergunte pra mim. Não vou mandar newsletter da minha vida, nem vou publicar aqui.

De volta com a programação normal.
Dentro de instantes, é claro.
 
13 fevereiro 2003
posted by Paulo Vivan at 2:42 PM

HE'S CRACKIN'

Oh, deus! Oh, deus! Oh, deus! Oh, deus! De novo não.
Pois é. Perdido de cuecas num mato sem cachorro e com perigo de carrapato. Argh, quantas vezes mais!

Não sei o que fazer da minha vida. De novo. Ugh! (grito gutural)

Trilha sonora para ilustrar o presente momento da minha vida: Bart Simpson - Deep, deep trouble.

Não sei se continuo fazendo Ciências Biológicas ou se faço um mestrado em Comunicação.
a) Falta de amor próprio?
b) Falta de perspectiva?
c) Falta de sanidade mental?
d) Falta de amor verdadeiro e profundo a alguma das duas carreiras?
e) Preguiça crônica?

Não, não, não, não.
Ei, doutor, tem horário aí pra eu entrar em coma? Só por uma década?

Eu seria muito mais feliz se eu fosse um neanderthal... É só fazer uma cara feia e dormir no mato. Argh!!! (grito gutural)
 
05 fevereiro 2003
posted by Paulo Vivan at 5:11 PM

DE VOLTA PRA SKOLA

Acordei as seis da matina com o olho seco. E tentei colocar minhas lentes de contato no meu olho seco. Foi mais ou menos como tentar colocar um caco de vidro no olho.
Depois de 40 minutos e um metro clássico chega na minha estação... No caminho da faculdade, só um pensamento passa pela minha cabeça:
"Que porra é essa que eu estou fazendo? Eu já sou formado. Não preciso mais ir para a faculdade." Aí, me lembrei do meu dia anterior de gravação: Programa A Praça é Nossa, com a participação especial de MC Serginho e Lacraia, com o mais novo sucesso do neo-funk carioca "Éguinha Pocotó"... Em pouco tempo já estava feliz de novo. Eu vou ser biólogo! Ou algo parecido.

Fui avisado para não ir na faculdade no primeiro dia. Mas, como conselho não vale nada, precisei enfiar o dedo na tomada sozinho. De novo.

Chego na minha sala e vejo uma muvuca na porta... Várias pessoas conversando - eles se conhecem! Cacete! Devem ser do segundo, terceiro e... merda! Fiquei me corroendo, embaçando... foda-se, vou entrar. Entrei na minha sala e todos, daquele um terço de sala ocupada, olhavam para a lousa, congelados e tensos. Me joguei numa carteira e comecei a conversar com quem estava do meu lado. Nisso um cara abre a porta:
- Bom dia pessoal. Quero desejar um bom ano pra vocês, eu sou o fulano do quarto ano, e vou estar na sala ao lado da sua. Daqui a pouco, outras pessoas - não eu - vão levar vocês todos pra fazer pedágio... Boa sorte.
FILHO DE UMA PUTA!
E burro de mim.
Saí na hora e fui pro banheiro... Merda, merda, merda! Esqueci a porra da minha mochila na sala de aula. E por que diabos eu trouxe a mochila, afinal de contas? Preciso pegar ela.
Na porta da sala de aula, uma outra garota ia sair e os caras impediram ela. Puta que o pariu!
Entrei, sentei, e pensei por um minuto. Coloquei minha mochila, peguei meu celular, coloquei na orelha, abri a porta da sala com minha melhor cara de preocupação:
- Sério, cara?! (...) Não... (...) Quando foi? (...) Puta que o pariu... (...) Mas como é que aconteceu isso?
Enquanto isso, eu ia embora... Um cara vira pra mim e diz:
- Ei, ei, onde é que você vai?
Eu só olho pra ele com cara de puto, e aponto pro telefone. O cara faz uma cara de assustado e vai embora. E eu também.

A arte de tirar o corpo fora.