22 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 12:08 PM

POMBO-CORREIO

Não imagino como a humanidade pode ter sido beneficiada pelo meio de comunicação mais estúpido de todos os tempos: o pombo-correio. Confiável? Seguro? Nem fodendo. Todo mundo diz que os pombos são ratos que voam, mas ninguém confia em rato. Você já ouviu falar em rato-correio?
Tem que ser muito ingênuo pra confiar num pombo-correio. Que garantia você tem que ele vai sua carta pro lugar certo? E se pintar um milho no meio do caminho ou uma pombinha branca pra ele fazer mais dezenas de pombinhos? É a mesma coisa que você sair na rua, pegar um moleque qualquer que estiver passando.
- Psiu, guri?
- É comigo?
- Isso mesmo. Faz um favor, leva essa carta pra mim lá na casa da minha tia, é atrás do Shopping Eldorado, na Avenida Rebouças.
Virou a esquina, o moleque joga a sua carta na sarjeta.
E até entendo que algumas pessoas usaram aquelas águias ou falcões pra entregar cartas... Mas parece meio perigoso.
- Rodriguinho, olha só a correspondência chegando, vai pegar...
- Ah não, mamãe... Manda o Carlinhos... Se a águia me pegar de novo eu perco o olho que me sobrou, e o Carlinhos ainda tem os dois olhos!
 
21 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 4:09 PM

IPEST

Todo porra de site que eu entro, vem uma maldita janela pop-up, banner, imagem engraçadinha dizendo "vote em mim, vote em mim, pelo amor de Deus". Caralho! Já tivemos eleições esse ano, será que já não deu pra encher o saco o suficiente? Peste!
Eu acho que o iBest não existe. Quem vota? Eu não. Ninguém que eu conheço vota. E você, conhece alguém que vota? O iBest é mito. Que nem o pé grande.
Sou que nem o Sean Penn. Ele não gosta do Oscar e eu não gosto do IBest. Nem importa se sou indicado ou não.

Então, se você do iBest aparecer por aqui: FODA-SE!
 
20 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 4:13 PM

APENAS APARECI (PRA VER QUAL A CONDIÇÃO DA MINHA CONDIÇÃO)

Acordei esta manhã com o sol na cara, e eu dormindo do lado de mim mesmo. Levantei e vi que em cima da mesa, o meu cérebro estava dentro de um saco de papel. Me deixei dormindo, peguei meu cérebro, coloquei numa quentinha e fui dar um rolê pelo bairro. Parei na banquinha da esquina, um homem com três braços e um celular me vendeu um refri que me fez flutuar com o gás.
Uma vez no céu, tropecei numa nuvem e caí por oito quilômetros, contemplando os céus. Me encontrei novamente, já acordado na beira de um buraco. não resisti e empurrei o meu outro pra dentro e joguei-me junto. Eu, eu mesmo e meu cérebro numa quentinha caímos a´té o fundo, que não era muito longe. E fiquei só vendo o trabalho que o outro eu teve pra sair do buraco.
Logo depois, fui dirigir, passei por uma placa onde que dizia "Beco sem saída - primeiro de abril". Segui as instruções e fomos acelerando até o final. Oito quilômetros sem o final, oito quilômetros no centrão até me encontrar num ponto de ônibus ou lotação. Apenas apareci pra ver qual a condição da minha condição.

roteiro e direção: LSD na caixa d'água.
trilha sonora: Kenny Rogers - Just dropped in (to see what condition my condition was in)
 
posted by Paulo Vivan at 1:51 PM

CHAMANDO DR. PITANGUY

Seu Michael Jackson, desculpe, o doutor Pitanguy não vai poder atendê-lo agora... Talvez o senhor queira falar com o doutor Kevorkian. Ah, e aqui estão as fotos que você pediu de como você vai ficar depois da sua próxima cirurgia plástica...


It's black, it's white, it's gruesome!
 
18 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 4:17 PM

NÚMERO 2

Para quem não sabe, sou um radialista. Ou seja, me formei em rádio e tv. Sou produtor de televisão. Só que recentemente resolvi dar uma guinada na minha carreira e partir pra outra. Cansei dessa merda de televisão. Aprendi que nunca seria um profissional feliz nessa área.
Então o que eu fiz? Voltei pra os primórdios dos meus dessessete anos - tenho 23 agora - e fui pro drama do vestibular da USJT. Vou fazer ciências biológicas. Afinal, desde criança, o meu sonho era ser zoólogo. E na melhor das hipóteses, posso ainda trabalhar nas duas profissões, fazendo documentários naturais.
Mas, voltando ao vestibular - fiquei várias horas sentado, com dor no pescoço respondendo diversos testes... O bom de tudo isso, é que eu não estava nem aí... Por mais que eu queria passar no vestibular, o meu sentimento ainda era "foda-se se eu não passar, eu já tenho uma profissão mesmo..."
Resultado: passei no vestibular. A surpresa: minha classificação no curso; fiquei em segundo lugar. Minha segunda faculdade e eu entro em segundo. Profético, não?
Obrigado, Obrigado.
Agora vou jogar na cara dos meus filhos quando eles estiverem com preguiça de estudar: "Eu fiz DUAS faculdades e você com preguiça de estudar?"
 
13 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 1:09 AM

MEU HERÓI

Al Bundy. Sim, ele é meu herói. Vou deixar que ele fale pra vocês os motivos. E em inglês... Isso perde a poesia quando traduzido.

"You think I'm a loser? Because I have a stinking job that I hate, a family that doesn't respect me, and a whole city that curses the day I was born? Well, that may mean loser to you, but let me tell you something. Every day when I wake up in the morning, I know it's not going to get any better until I go back to sleep. So I get up. I have my watered-down Tang and my still-frozen Pop Tart. I get in my car with no gas, no upholstery, and six more payments. I fight honking traffic just for the privilege of putting cheap shoes onto the cloven hooves of people like you. I'll never play football like I wanted to. I'll never know the touch of a beautiful woman. And I'll never know the joy of driving through the city without a bag over my head. But I'm not a loser. Because, despite it all, me and every other guy who'll never be what they wanted to be, is out there, being what we don't want to be, forty hours a week, for life. And the fact that I didn't put a gun in my mouth years ago -- that little fact makes me a winner, baby!"

Quem melhor pra dar conselhos?

"Kelly, when I was a kid, there were lots of parties I wasn't invited to. I showed up anyway. I stood there with a big smile on my face, and said, 'I'm here!' and headed right for the food. Sure, they didn't want me there, but I had a great time. And if they didn't, so what? The point is if you want to be there, be there. Even if they hate you. You're a Bundy. Start acting like one. "

"Look, Steve. Why don't you do this? Go home, wake up Marcy and say, 'Hey, I lost my money. I screwed up, it won't happen again, and what's for supper?' That's what being a man is all about, Steve. Making mistakes and not caring. "

A sina de Al Bundy:

"Everybody, I have an announcement. Your happiness... sickens me. Everybody but me is looking at good times. But for me it's been one long continuous year since I got married. Actually, one long month. Helluary."

"Ah, home sweet hell."

Considerações finais:

"Let's rock!"

E pra se despedir, todo mundo junto no cumprimento Bundy!
"Whooooooooa Bundy!"
 
04 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 12:29 PM

O DIA EM QUE O CABELO SE REVOLTOU

Não havia o que fazer no dia que o cabelo se voltou contra nós. Não havia gel, mousse, xampu, sabonete, sabão de coco que fizesse efeito. Todas as pessoas do mundo inteiro desmarcaram compromissos. Nunca houve tanto movimento nos salões de cabelereiros, mas em vão. Os cabelos não iriam se curvar a nenhum pente ou escova.
Dizem que em certas cidades, pessoas no auge do desespero rasparam suas cabeças e a de seus filhos. Tudo uma inútil tentativa de controlar o desconhecido. Momentos depois, o cabelo crescia novamente, tomando a forma anterior. Um horror.
Socialites do mundo inteiro se suicidaram em massa, parecendo lemingues. Punks comemoravam. Crianças nem ligavam. Mulheres tentavam prender os cabelos. Homens usavam bonés. Nenhuma velha conseguiu pintar o seu cabelo de azul, no dia em que o cabelo se revoltou.
Neste dia, uma frase foi verdadeira. Todos os homens que não possuiam esta condição, subitamente ficaram com inveja - "É dos carecas que elas gostam mais".
 
01 novembro 2002
posted by Paulo Vivan at 2:35 PM

ESTACIONE AQUI

- K.I.T.T., vou tomar um rabo-de-galo aqui nesse boteco e chavecar umas mulatas. Estaciona ali naquela esquina, depois eu te chamo.
- Entendido, Michael.
E a Super-Máquina deixa Michael Knight se embebedando num boteco e vai estacionar mais a frente.
- Caralho! Olha aí, que caranga... Ae, vou tomar conta dessa porra, quando o playba do dono chegar, vou cobrar a flanela.
- Garoto, não se preocupe. Eu tomo conta do carro.
- Que porra! Tem exu no carro! Ô seu exu, posso dar uma olhadinha?
- Já disse, garoto. Não é necessário. Sou auto suficiente.
- Tá certo, seu exu. Já entendi. Vou só deixar essas balinhas em cima do teu retrovisor, quem sabe o playba do teu dono num curte?
Nisso, chega um outro garoto com umas bolinhas e fica jogando pro ar, fazendo malabarismos.
- Ô caralho, Donizete, cê num tá vendo que o cliente é meu?
- Porra! Mó caranga e tu tá regulando... Olha o cara...
E mais dois moleques chegam perto e começam a passar um pano encardido no pára-brisa da Super-Máquina.
- Ei, garoto, pára com isso! Ah, cacete... Tá bom, entra todo mundo e vamos dar uma volta...
- Opa! Vamo levá ele no desmanche do Juarez...
- Desmanche? O que é isso?
- Hahaha! Gringo num sabe porra nenhuma... Vamos lá que cê vai curtir...

Quando Michael Knight, é escorraçado do boteco depois de ter roubado no truco, chama K.I.T.T. de volta:
- Vamos, K.I.T.T., preciso voltar para Los Angeles...
- Vá se foder, Michael!
Mas Michael não sabia que o processador da Super-Máquina tinha sido trocado por um 386.
- O que aconteceu com você, K.I.T.T.?
- K.I.T.T. é o caralho, meu nome é Gurgel, porra!!!