31 março 2002
posted by Paulo Vivan at 11:35 PM

NA PADARIA

Sempre odiei ir à padaria.
Acordei com vontade de tomar café da manhã, o problema é que eu não estava na minha casa, muito menos no meu bairro. E geralmente as coisas parecem um pouco estranhas no bairro dos outros.
Entrei na padaria, o padeiro estava preparando a massa, com o que pareciam uvas passas. Quando o padeiro se virou, percebi que as passas eram na verdade moscas.
Fiquei enjoado e fui direto ao banheiro. O chão do banheiro todo molhado, era uma poça só. Lavei a mão, e o rosto. O cano da pia era furado, então, molhei meus pés e minha calça também. Enxuguei as mãos e quando levei a toalha pro meu rosto senti aquele cheiro de azedo... Tive que lavar as mãos e o rosto novamente. Procurei papel desta vez pra me enxugar, mas descobri que o rolo estava no chão, ou seja, metade molhado por causa da poça.
Saí todo molhado do banheiro e fui pro balcão. Pedi um café e um pão na chapa. Primeiro tomei o café. Era praticamente um creme. O padeiro já estava desconfiado com minhas caretas de horror. Comi o pão - preto!
Fui pagar, não tinha troco. O padeiro se irritou, levantou a mão e preparou a porrada. Abaixei e acertou um japônes atrás de mim que comia uma esfiha. Aliás, quem come esfiha no café da manhã merece tomar porrada. De qualquer maneira, o japônes se irritou, pulou no balcão e começou a brigar feio com o padeiro.
Saí correndo do lugar.
Sempre odiei ir à padaria. Pergunte pra minha vó.
 
25 março 2002
posted by Paulo Vivan at 2:45 PM

AGORA ONDE EU COLOCO?

Então, você ganhou o Oscar. Parabéns.Esta estatueta simboliza uma vitória e um novo mundo de oportunidades e muito dinheiro. Mas... O que fazer com a porra da estatueta? Dificilmente ela combinará com a decoração da sua casa. Então, aqui vão algumas sugestões:

- Derreta a cabeça da estatueta e molde um abridor de garrafas. Assim, além de entreter seus convidados, a estatueta não chamará muita atenção na mesa de jantar.
- Guarde-a na porta do seu carro. Se for assaltado, ataque o agressor com a estatueta. Ela é bem pesada e deve machucar, acredite.
- Sabe aquela porta que o vento insiste em fechar? Pois é. Ponha o Oscar pra segurar a porta!
- Se sua filha não tem onde guardar a coleção de perucas para bonecas dela, o Oscar é a solução. Afinal ele é careca e parece um manequim.

É isso. E você ainda pode inventar milhares de diferentes usos para esta estatueta dourada. Lembre-se: a academia de ciências cinematográficas recrimina qualquer uso da estatueta como objeto sexual.
Só sei que quando eu ganhar o meu Oscar, a minha estatueta vai direto pro microondas. Adoro ver ela girar.
 
20 março 2002
posted by Paulo Vivan at 12:47 PM

NEYZINHO E A BOLA DE FOGO.

Neyzinho estava num churrasco com seus amigos de sempre. Sempre bêbados. Teor alcóolico beirando os limites do coma. Então, sobra pra Neyzinho acender a churrasqueira.
Alcóol Zulu escorre pelo seu braço e ele nem percebe. A camiseta já encharcada de alcóol entorpece Neyzinho com o cheiro. Alguém resolve perguntar que horas são. Neyzinho leva a garrafa até a sua cara e leva o rosto de alcóol.
Enfim, pega a caixa de fósforos. Acende um e... Bum...
A face, as mão e o corpo de Neyzinho em chamas. Neyzinho grita e pede água, mas dão caipirinha pra ele. Então resolvem levar Neyzinho pro hospital. Alguám grita:
- Não apaga o fogo que é pior!

Então, Neyzinho pega as chaves de seu carro. Ele mesmo vai dirigindo, em chamas. Afinal de contas, ele é o único na festa com o teor alcóolico decrescente.

Na rua, dirigindo feito louco, em chamas, Neyzinho grita:
- Drooooooooooooogggggggaaaaaaaa!!!

Moral da história: Se estiver em chamas, não grite. Pode assustar as crianças.
 
15 março 2002
posted by Paulo Vivan at 12:59 AM

UMA NOVA ERA

Toca o telefone. Eu atendo.
- (música de ligação à cobrar)... aguarde na linha e...
- Porra! A cobrar...
- Alô?
- Alô. Quer falar com quem?
- Com você mesmo, tio. Tem um trocado pra me arrumar?
- Como é que é?!?
- Um real aí, tio. Arruma pra mim, vai...
- Cacete, você me liga À COBRAR, e ainda quer que eu te dê um trocado?!?
- Isso aí... Para doar 50 centavos, disque 1. Para doar 1 real, disque 2. Para...
- Nanananana... Pode parar, moleque. Tchau!
Desligo o telefone.

- Droga. Vou ter que mandar e-mail. Jorginho, pega o note com o departamento de informática, e pede pro pessoal de comunicação formular um e-mail corrente. Isso, daquele mesmo tipo que tá no meu palm. E me traz um pão na chapa!
 
05 março 2002
posted by Paulo Vivan at 1:05 AM

TRABALHE EM CASA

Mais uma vez, a La Mano Negra entra certeira no mercado. Um negócio imperdível pra você que está desempregado ou quer mudar de vida.
Conheça exclusivamente aqui, o seu mais novo empreendimento, o Pro-Killer.
 
04 março 2002
posted by Paulo Vivan at 4:38 PM

FILME NACIONAL

Meu amigo e zelador, senhor Scappini, me veio com um papo de uma idéia brilhante para divulgar um filme nacional. Fiquei então encarregado do roteiro, e consequentemente, da produção do filme.
Agora só preciso de um milhão de reais. E quem o homem que tem essa quantia no baú? Silvio Santos! E é só um pulinho da minha sala. Vou interceptar ele no corredor.
- Ei, Silvio, me dá um milhão de reais aí pra eu fazer um filme.
- Segurança, por favor.
- Não Silvio... Calma aí... Sabe o que é, meu amigo teve essa idéia e...
- Tira mão de mim moleque. Segurança! Segurança!!
- Pera aí... Só um segundinho... Ugh! (levo paulada na minha cabeça).

Depois, na masmorra do SBT.
- Quer filme, é moleque? - diz o carrasco, um cara forte, sem camisa e com capuz preto.
- É só um empréstimo... Juro que o filme vai fazer sucesso... sério...
O carrasco dá uma porrada na minha cara.
- Ai... Vai com calma meu irmaozão...
- O que? Irmaozão? Big Brother?!? Ah, que saco... Ô Renatão, pega o fio desencapado e descobre se ele é espião da Globo.
 
01 março 2002
posted by Paulo Vivan at 11:26 AM

VELHOS E DITADOS

De um beco escuro, pula em minha frente um velho maltrapilho de unhas longas. Fica olhando fixamente pra minha cara.
- Quem é você?
- A curiosidade matou o gato.
- O que??
- Cada qual com seu igual.
- Ah caralho... Vai dizer que você é um daqueles velhos loucos que só falam em ditados...
- Quem diz as verdades, perde as amizades.
- Tá, tá bom, então... tô indo, tá!
- A pressa é inimiga...
- ...da perfeição. Tô sabendo. Tchau.
- Jacaré que fica parado vira bolsa.
- Isso... Então sai andando, sai velhote.
- Se correr o bicho pega, se...
- ... ficar o bicho come! Cacete!!! Cala essa boca, velho chato!
- Está na hora da onça beber água.
- Pára!!! Pra mim chega!!!

Pego um cano de ferro no chão e bato repetidas vezes na cabeça do velho. Diversas pessoas me seguram e chamam a polícia. Algém me pergunta:
- Por que batia no pobre velho?
- Como se pode observar, as palavras ganham força, quando se ajustam à realidade, quando dizem respeito ao ser humano e a sua natureza. Recordar os ditados, sentenças, provérbios de diferentes origens e épocas históricas, reforça a tese de que são universais e perenes; e que podem ser aplicados no dia-a-dia para explicar a vida, retratar uma realidade.
- Mas por que? Por que??
- Ah cara! Não vá chorar o leite derramado!